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Docente do Senac destaca harmonização, conservação, cultura e mostra como o queijo vai muito além da mesa
Há alimentos que atravessam gerações como testemunhas silenciosas da história, carregando memórias, saberes, sabores e identidade. O queijo é um deles. No dia 20 de janeiro, data em que se celebra o Dia Mundial do Queijo, o Brasil e, especialmente Minas Gerais, volta seus holofotes para um patrimônio que ultrapassa o paladar e se firma como expressão cultural.
Para o docente de gastronomia no Senac, integrante do Sistema Fecomércio MG, Ney Carlos de Lima Pereira, a data é um convite para enxergar o queijo não apenas como um ingrediente do dia a dia, mas como um elemento vivo da cultura mineira. “Celebrar esse alimento é reconhecer o território, o clima, o saber de quem produz e a história que chega até a nossa mesa. Essa valorização fortalece tanto os produtores quanto a identidade gastronômica do estado”, afirma.
Harmonização
Quando o assunto é harmonizar queijo e bebida, Ney defende menos rigidez e mais intenção. “A busca é fazer com que um elemento valorize o outro, seja por semelhança ou contraste”, explica. Ele lembra um princípio clássico da gastronomia: aquilo que nasce no mesmo lugar tende a combinar. É por isso que a cachaça ocupa lugar de destaque nas harmonizações brasileiras. “Meu primeiro olhar sempre vai para essa bebida, que reflete os mesmos elementos de clima, umidade e topografia que moldam o queijo”, diz.
O docente aponta algumas combinações possíveis:
Queijos frescos: Cachaças jovens e claras; cervejas leves como Pilsen e Lager; vinhos brancos (Chardonnay), Rosés frutados e espumantes Brut;
Queijos curados: Cachaças envelhecidas em bálsamo, amburana ou carvalho; cervejas encorpadas como Stout; vinhos tintos leves ou médios, como Merlot e Pinot Noir.
Para quem prefere opções sem álcool, Ney evidencia uma tendência: “Os chás têm se mostrado excelentes parceiros. Camomila e Cidreira combinam muito bem com queijos frescos. Enquanto Preto ou Mate funcionam melhor com os maduros”.
Cuidados de conservação
Armazenar corretamente é quase tão importante quanto escolher um bom queijo. Alguns erros comuns podem comprometer textura, sabor e segurança do alimento. “Checar sempre o papel e evitar o excesso de umidade é fundamental para preservar o queijo”, reforça.
Queijos frescos: devem ser mantidos na geladeira, envolvidos em pano limpo ou papel toalha, dentro de um recipiente fechado. É importante trocar o papel e descartar o excesso de soro.
Queijos curados inteiros: podem ficar fora da geladeira, desde que em local fresco e protegidos de insetos. Após cortados, devem ser refrigerados e envolvidos em plástico filme.
Queijos de mofo branco: precisam de papel manteiga e refrigeração.
Queijos de mofo azul: devem ser envolvidos em papel-alumínio ou filme antes de irem à geladeira.
QMA ou QAM?
A sigla QMA (Queijo Minas Artesanal) representa muito mais do que um rótulo. “Ela garante origem, método e qualidade”, explica o docente. Para receber a certificação, o queijo precisa ser produzido em uma das dez regiões de Minas Gerais reconhecidas (Serro, Triângulo Mineiro, Entre Serras da Piedade ao Caraça, Cerrado, Canastra, Serra do Salitre, Diamantina, Campo das Vertentes, Serra da Ibitipoca e Araxá), e ter como ingredientes exclusivamente leite cru, sal e o fermento natural, o tradicional pingo. “Essa classificação elevou o padrão técnico e trouxe respeito internacional ao queijo mineiro”, destaca.
Já o QAM (Queijo Artesanal de Minas) é uma categoria mais ampla, que inclui produções artesanais em todo o estado, com técnicas e ingredientes variados.
Segundo Ney, o mercado vive um momento de amadurecimento. “O consumidor está mais atento à origem, aos ingredientes e ao que é tradicional e natural. Isso fortalece tanto o público quanto os produtores”, observa. Cresce o interesse por queijos de terroir, técnicas artesanais, maturações específicas e harmonizações criativas.
Sobre a Fecomércio MG e o Senac em Minas
A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Minas Gerais (Fecomércio MG) é a principal entidade representativa do setor do comércio de bens, serviços e turismo no estado, abrangendo mais de 750 mil empresas e 54 sindicatos. Sob a presidência de Nadim Elias Donato Filho, a Fecomércio MG atua como porta-voz das demandas do empresariado, buscando soluções através do diálogo com o governo e a sociedade, há 87 anos. Outra importante atribuição da entidade é a administração do Serviço Social do Comércio (Sesc) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) em Minas Gerais. A atuação integrada das três casas fortalece a promoção de serviços que beneficiam comerciários(as), empresários(as) e a comunidade em geral, a partir de suas diversas unidades distribuídas pelo estado.
O Senac em Minas atua conectado às tendências globais para oferecer educação profissional de qualidade, orientada pelas demandas do comércio de bens, serviços e turismo, além dos princípios de inovação, inclusão e sustentabilidade. Seu portfólio de cursos – ágeis, técnicos, graduação e MBA – é desenvolvido com base em pesquisas e contatos diretos com o mercado, permitindo itinerários formativos flexíveis. Com 42 unidades educacionais e 14 carretas móveis que reproduzem ambientes de aprendizagem, o Senac atende diversos segmentos, como saúde, gastronomia, tecnologia, gestão, moda e turismo, garantindo uma formação diferenciada e alinhada às necessidades do mundo do trabalho.
A Fecomércio MG também trabalha em estreita colaboração com a Confederação Nacional do Comércio (CNC), presidida por José Roberto Tadros, para defender os interesses do setor nos âmbitos municipal, estadual e federal. Com 87 anos de atuação, a Fecomércio MG é fundamental para transformar a vida de cidadãos e cidadãs e impulsionar a economia mineira.
Mídia - fonte pexels
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Pesquisa do Sebrae aponta que a ferramenta é a favorita para pagamentos e recebimentos, com alta adesão de MEI e donos de negócios em todo o país
Foto: Luís Tajes/ASN
Criado há apenas cinco anos, o Pix conquistou os empreendedores brasileiros e já é a modalidade de transação financeira mais usada, tanto para receber pagamentos de clientes quanto para pagar fornecedores. Segundo pesquisa do Sebrae e do Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe), quase seis em cada 10 donos de pequenos negócios têm o Pix como principal meio de recebimento das vendas e outros 53% preferem esse instrumento para pagar seus parceiros comerciais.
De acordo com a pesquisa, cartões de crédito e débito, juntos, aparecem como a segunda principal forma de vendas, com 17% das citações. Já o dinheiro figura em apenas 7% das menções, confirmando a forte redução de seu uso corrente na economia.
Quando analisadas as operações com Pix de acordo com o porte da empresa, os microempreendedores individuais (MEI) lideram com larga vantagem (70%), à frente das microempresas (48%) e das empresas de pequeno porte (38%).
Ainda de acordo com o levantamento, essa alternativa lidera em todo o país, com predomínio dos estados das regiões Norte e Nordeste. Já entre as faixas etárias, a modalidade de recebimento tem preferência geral, mas apresenta queda entre os empreendedores 60+, em que apenas 46% mencionam o Pix.
Por último, a pesquisa revelou também que os empreendedores negros usam mais esse recurso para efetuar suas vendas (66%) do que os donos de negócios brancos (54%).
Para o presidente do Sebrae, Décio Lima, o domínio do Pix como instrumento de transações financeiras confirma o compromisso dos empreendedores com a modernização de seus negócios e com o processo de digitalização, que se tornou uma realidade na economia brasileira. “É um meio que já se consolidou. A tecnologia é um conceito que não tem mais volta e os pequenos negócios utilizam para pulverizar oportunidades e aumentar a geração de empregos”.
Ele alerta que os empreendedores devem se manter atentos às novidades para atender seus clientes que, de forma geral, são os primeiros a usar e até mesmo a exigir essas novas tecnologias.
Fornecedores
No pagamento de fornecedores, o domínio do Pix também se confirma. Segundo a pesquisa do Sebrae, o instrumento é citado por 53% dos empreendedores, contra 23% para boletos e 8% para cartão de crédito. Assim como no recebimento de vendas de clientes, os MEI também são os que mais usam o Pix para o pagamento de fornecedores (59%). Em seguida, aparecem as microempresas (46%) e as empresas de pequeno porte (38%).