Mesmo com o avanço da digitalização no setor educacional, as escolas de idiomas ainda enfrentam desafios para conquistar visibilidade e atrair novos alunos no ambiente online. A constatação é de Walter Fabián Prieto Méndez, formado em Digital Business pela USP/Esalq e autor do estudo “Otimização, visibilidade e posicionamento de sites de escolas de idiomas”, que analisou o desempenho digital de instituições do segmento em Belo Horizonte e comparou os resultados com escolas de atuação nacional.
Segundo Walter, o site institucional — muitas vezes tratado apenas como vitrine — é, na verdade, um ativo estratégico de marketing. “Um site bem estruturado e otimizado pode ser o principal canal de captação de alunos, mas isso só acontece quando há atenção às métricas corretas de SEO, velocidade, mobile e experiência do usuário”, explica.
A pesquisa, que utilizou a ferramenta Semrush e a metodologia PDCA de Deming, identificou que as escolas locais analisadas possuem baixa presença orgânica, falhas de performance técnica e ausência de estratégias de conteúdo. Enquanto isso, instituições com alcance nacional apresentam desempenho expressivo, com muitas palavras-chave indexadas e grande volume de tráfego orgânico.
Para Walter, o resultado reflete uma lacuna entre a oferta educacional e a presença digital das empresas. “Não basta ter um bom curso — é preciso garantir que o público o encontre. Investir em SEO, conteúdo educativo e campanhas integradas nas redes sociais é essencial para manter competitividade”, afirma.
De acordo com o estudo, fatores como lentidão no carregamento das páginas, falta de responsividade em dispositivos móveis e ausência de backlinks de qualidade reduzem significativamente o potencial de ranqueamento e a confiança do usuário. “Pequenos ajustes técnicos podem gerar grandes ganhos de performance e visibilidade. Hoje, quem não aparece nos primeiros resultados de busca simplesmente não existe para o consumidor digital”, destaca.